E se, todos os dias, você precisasse fazer pequenas adaptações só porque o mundo foi pensado para a maioria?
Para cerca de 10% da população mundial, isso faz parte da rotina: os canhotos.
Tesouras, carteiras, cadernos, ferramentas, instrumentos, posição do mouse… muita coisa do nosso dia a dia foi projetada pensando em quem usa a mão direita.
Então, desde cedo, o canhoto aprende a fazer diferente: muda a posição, ajusta o movimento e encontra novas estratégias para tarefas que parecem simples para a maioria.

E quando encontrar outro jeito vira rotina?
É aí que esse tema fica ainda mais interessante.
Porque o cérebro também aprende com a necessidade de se adaptar. A aprendizagem motora envolve justamente essa capacidade de ajustar movimentos e estratégias diante de novas condições.
E uma curiosidade: algumas pessoas que fizeram história também fazem parte desses 10%. Leonardo da Vinci, Paul McCartney, Angelina Jolie e Machado de Assis eram canhotos.
Ser canhoto não explica o talento ou o sucesso deles. Mas é curioso pensar em quantas vezes essas pessoas precisaram encontrar seu próprio jeito de fazer as coisas em um mundo pensado, em grande parte, para destros.
Uma coisa é certa: nosso cérebro não foi feito para ficar parado. Ele está o tempo todo aprendendo, ajustando e encontrando novos caminhos.
E talvez essa seja uma boa forma de treinar a mente: não procurar sempre a rota mais fácil, mas se permitir encontrar novas.
Até se aventurar em novos hobbies ou fazer pequenas mudanças no dia a dia, como usar a mão que você não costuma usar para uma tarefa simples, podem tirar o cérebro do automático.
Porque performance mental também tem a ver com adaptação.